O perfil de investimentos no Brasil para startups

Esse post foi feito por Roberto Fermino sobre sua visão do perfil de startups que têm recebido investimentos no país e também falando qual é o melhor momento para se receber um investimento; os benefícios de se receber e de não.

Aqui vai:

Investimento não pode ser um fim em si, mas um meio para alcançar objetivos em conjunto (startup + invetidores)”.

Primeiramente, o recebimento de um investimento deve fazer parte da estratégia dos empreendedores para gerir o crescimento da startup de maneira sustentável e acelerada. Aceitar investimentos de maior risco em troca de uma % maior da empresa, também é algo a se considerar. Porém, outras variáveis podem vir a tona, como por exemplo o segmento que se pretende atingir, o timing de mercado e a janela de oportunidade.

Quebrando em categorias, vejamos o cenário no Brasil para investimentos em:

1 – E-commerce

O que vemos majoritariamente acontecendo são empresas formadas por pessoas com MBAs das TOPs universidades. Estes pegam muito capital antes mesmo de começar a operação. Também há empresas de lojas “brick and mortar” que conseguiram bancar a operação online até ganhar escala e deixar de ser uma lojinha dentro do mercado livre. Em ambos os casos, o investimento chega numa boa hora porque o business é de capital intensivo ( estoque, capital de giro etc).

2 – Startups de pequeno faturamento

*até 500 mil de faturamento por ano e até 5 anos de mercado

Nestes casos o faturamento vem principalmente de serviços de consultoria B2B e eles deixam um produto como pet project que cativam na esperança que magicamente dê certo. Empreendedores não conseguem se dedicar fulltime ao projeto, pois dependem dos outros serviços para se manterem. Acho extremamente válido um investimento neste caso, pois montar um time coeso, mesmo pequeno, gasta-se muita energia e leva-se um tempão pro entrosamento. O grande “Porém” destes casos é que estes empreendedores não vêm das TOPs, estão fora do radar dos VCs, são caras que construíram suas empresas com suor e sangue, não têm relacionamentos fortes. E não têm o mindset da escala que um VC precisa pra multiplicar o capital like crazy, estes empreendedores são muito sentimentais, ligados umbilicalmente ao negócio e quase sempre acham que um “externo” está xeretando o negócio e está dando palpite onde não deve.

3 – Startups com faturamento maior que 500 mil

Empresas que faturam mais de 500K estão sendo avaliadas por fluxo de caixa descontado tradicional e investidores não estão pagando prêmio algum, há um descompasso em relação a expectativa do upside. Conheço uma empresa de games com uma equipe muito boa que estava sendo avaliada por um VC durante muitos meses e este não chegava a nenhuma conclusão, neste meio tempo a empresa estorou e fecharam com outro deal numa condição 10x melhor. Games é uma exceção mesmo dentro do digital porque o ciclo é ainda mais rápido, mas para outros segmentos é muito normal VCs ficarem cozinhando os empreendedores por meses a fio. Há um despreparo por parte de muitos VCs também, por serem muitos generalistas eles acabam tendo um comportamento do tipo “esperar a empresa cair no colo deles” pra depois analisar. Se fossem mais diretos, com os mercados específicos que pretendem atingir, faixa de investimento pretendida etc. Fariam um estudo bem mais completo dos macro cenários e poderiam avaliar bem mais rápido os investimentos, não fazendo o empreendedor de bobo.

4 – Startups vindo de fora

Há uma proliferação de “multinacionais” digitais crescendo assustadoramente no nosso nariz, são de dois tipos, as que fazem a operação, inclusive tecnologica, no Brasil e exportam os recursos. E aquelas que só têm o braço comercial, pior dos casos. Há as exceções, como gringos que vêm pro brasil pra efetivamente empreender e se estabelecer por aqui, deixando o recurso no nosso solo e reinvestindo ele. Se vc é um empreendedor tupiniquim e se vê lidando com os gringos do primeiro grupo, que são polvos gigantes com seus tentáculos no Brasil, vai precisar de grana.

5 -  Janela de oportunidade

Em períodos de incerteza vc tem que estar bem preparado, e estar capitalizado neste caso é uma ótima opção. Entrevistando empreendedores vi que em muitos casos os caras pegaram um bolada imediatamente antes da bolha que era pra durar 6 meses e quando a bolha estorou souberam reduzir custos extras previstos e fizeram o dinheiro render por anos. É o caso do Buscapé, por exemplo.

E há diversas outras situações.

Ficaria muito feliz se empreendedores mais experientes pudessem cavar mais fundo neste assunto. Na empresa que estou tocando estamos justamente neste momento estratégico e creio que muitos outros aqui estão diante dessa decisão também.

Obrigado


Visão sobre o potencial do Brasil

É fato que o Brasil é uma das economias que mais cresceram no mundo.

O Produto Interno Bruto (PIB) per capita, em dólares americanos, saltou de 6 milpara 11 mil, entre 1999 e 2010.

A população, que no ano 2000 era de 170 milhõesde pessoas, passou de 200 milhões em 2011.

O percentual de proprietários denovas empresas, no país, cresceu de 4,2% para 9,3%, entre 2001 e 2008,segundo o Global Entrepreneurship Monitor, ao passo que a taxa de desemprego caiu de 12% em 2003 para 6,5% em 2011.

E o mais impressionante, o total depessoas com acesso à internet, em 2011, passa dos 77 milhões

(continue lendo…)

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Imaginando o futuro em 1954

Vídeo feito pela GE em 1954 prevendo o futuro.
Hoje nos soa óbvio, mas e em 1954?


3 maiores erros ao gerar um processo de venda

Imagine você, numa entrevista emprego, sendo interrogado pelo gerente assim: “Qual salário você está buscando?” Você ficaria perplexo, não?

Lembre-se que o sentimento de medo, não querendo responder um valor muito alto e perder a oportunidade, e nem muito baixo e assim não se valorizar.

Agora pense sobre vendas. Prospects que você tem conversado ultimamente. Quando você está no início do processo de qualificação

de leads de vendas, um jeito infalível de perder a venda é agir como o gerente acima, fazendo a seguinte pergunta:

“Qual é o seu orçamento para este projeto?”

Não caia na armadilha de pedir “o orçamento.” Os três maiores erros que os vendedores fazem ao tentar fechar uma venda, gira em torno da questão “o orçamento”. Estes erros são:

1. Perguntar sobre o orçamento no momento errado

Acredite ou não, muitas pessoas perguntam sobre “o orçamento” no início do processo de vendas, para que eles possam adequar a sua oferta em torno de quanto dinheiro o cliente tem disponível. Faz sentido, certo? Errado. Se você perguntar sobre o orçamento muito cedo, ou num momento errado, o risco de obtenção de informações incompletas ou de perder essa venda é alto.

É o mesmo que encontrar alguém numa festa e logo em seguida dizer: “Olá Ricardo! Eu sou Francisco. Então, qual é o seu patrimônio líquido?” Ele pode ter essa pergunta como rude e tanto  invasivo em um contexto pessoal.

Então, quando é o momento certo para perguntar sobre o orçamento? Leia mais. A resposta pode surpreender você.

2. Perguntar sobre orçamento muito diretamente

De um modo geral, nunca é sábio pedir de imediato, “Você tem um orçamento para este projeto?” Ou “Qual é o seu orçamento?”. Claro, essas são as perguntas que você quer respondidas. Mas se você for muito fechado ou muito ansioso para obter informações sobre o orçamento de suas oportunidades de vendas, você corre o risco de encerrar o processo de vendas antes de ter tempo  para conversar e conhecer as necessidades do cliente.

Embora todos nós gostaríamos de ganhar o negócio dos clientes, existem maneiras mais inteligentes para chegar lá. Por exemplo, você poderia perguntar: “Quais são algumas das iniciativas recentes que você fez nessa área?” Isso mostra que você está interessado nos problemas mais amplos voltados para o negócio do cliente, e você pode ter uma noção de quanto eles poderia ter gasto em outras soluções semelhantes. Você também pode dizer: “Como esta situação se encontra na sua lista de prioridades?” Isto lhe dará insights

sobre o nível de urgência do cliente e a vontade de tomar a  decisão de compra.

3. Perguntando sobre orçamento. Período.

Obter o orçamento de venda é uma forma de arte. A maioria das oportunidades de vendas não divulga seu orçamento. Ao invés de tentar arrancar o orçamento, seja requintado e aprimore seu diálogo para saber as necessidades do cliente e esclarecer as

expectativas das soluções que está oferecendo, e a que preço. O verdadeiro truque é deixar mostrar que você deseja  a informação sobre o orçamento, sem ter que pedir explicitamente.

Como? Comece levando questões que mostram que você está preocupado com os melhores interesses do cliente. Em seguida, mostre que você está ouvindo, e demonstre como você pode ajudar a resolver os problemas. Finalmente, forneça um cenário de custo-benefício básico e deixe que eles lhe digam se eles podem pagar. Se você está fazendo seu trabalho direito, você não vai mesmo ter de perguntar se eles “Vocês têm dinheiro suficiente para este projeto?”

.


Desvendando o Term Sheet – você sabe o que é “vesting”?

O termo “vesting” ou “aquisição” possui um conceito simples, porém pode ter implicações profundas e inesperadas.

Tipicamente ações e opções vão ser adquiridas (vest) ao longo de 4 anos – o que significa que você tem que estar por quatro anos na empresa para poder adquirir todas as suas ações ou opções.

Se você deixar a empresa antes do período de quatro anos, aplica-se a carência e você só terá uma porcentagem de suas ações. Como resultado, muitas startups visam o “vesting” como uma forma de controle por parte dos investidores. Embora possa ser verdade, isso é apenas uma parte da história.

A típica cláusula de aquisição de ações (stock vesting) seria assim:

“Stock Vesting: Todas as ações e ações equivalentes emitidas após o encerramento para os funcionários, diretores, consultores e outros prestadores de serviços estarão sujeitos às disposições de aquisição abaixo, a menos que uma diferente aquisição seja aprovada pela maioria (incluindo pelo menos um diretor designado pelo investidor) consentindo do Conselho de Administração (a “Aprovação Requerida”): 25% no final do primeiro ano após a emissão desse tipo, com os restantes 75% para adquirir mensalmente ao longo dos próximos três anos. A opção de recompra deve prever que após a rescisão do cargo de acionista, com ou sem justa causa, a empresa ou seu cessionário (na medida do permitido em lei) mantém a opção de recompra pelo valor mais baixo do custo ou do valor atual de mercado, não exercidas quaisquer ações detidas por tal acionista. Qualquer emissão de ações em excesso para funcionários não aprovados pelo Conselho será um evento de diluição que necessita de ajuste do preço de conversão, tal como previsto acima, e estará sujeito a direitos de primeira oferta aos Investidores.

Ações ordinárias em circulação atualmente detidas por _________ e ___________ (os “Fundadores”) estarão sujeita a termos de aquisição de direitos da mesma natureza que os Fundadores serão creditados com [um ano] de aquisição a partir do encerramento, com as suas restantes partes não exercidas a aquisição mensal mais de três anos.”

A Aquisição padrão da indústria para startups é de um ano (cliff) e mensalmente para um total de 4 anos. Isto significa que se você sair antes do primeiro ano, você não adquiriu qualquer um dos seus valores. Após um ano, você tem investido 25% (que é o “cliff“). Então você começa aquisição mensal (ou trimestral, ou anualmente) no período restante. Se você tiver um “vest” mensal com um “cliff” de um ano e você deixar a empresa após 18 meses, você terá investido 37,25% de suas ações/opções.

Muitas vezes, os fundadores terão disposições de aquisição um pouco diferentes do saldo da base do empregado. Um termo comum é o segundo parágrafo de cima, onde os fundadores recebem um ano de carência de crédito no fechamento e, em seguida, adquirem o saldo de suas ações ao longo dos 36 meses restantes. Este tipo de aquisição é comum nos casos onde os fundadores começaram a startup um ano antes, ou mais, do momento do investimento e desejam obter algum crédito por esse tempo existente.

 

Fonte: feld.com


Como funciona uma reunião com investidores?

Já ouviu falar em reuniões regulares com BOD (Board of Directors)? O legal sobre essas reuniões é que elas são uma oportunidade para a startup falar sobre as questões mais importantes e obter feedback de seus investidores.

 

1. Você vai ficar sem dinheiro em um prazo muito próximo?

Este é o mais importante e deve ser sempre um item em destaque. Pois dá aos investidores uma noção de como a empresa tem sido administrada nos últimos 3 meses e dá aos investidores uma noção de tendência sobre os gastos mensais. Uma coisa simples a fazer é apenas mostrar um nível muito elevado P & L (Lucros e Prejuízos) para os últimos três meses, incluindo a receita (se aplicável), despesas, queima líquida, e dinheiro de fechamento do mês.

A razão dos três meses é que ele lhe dá um senso de tendência. Com esses três pontos de dados, um investidor pode ver como a queima líquida se desenvolve e pode descobrir quando a startup vai ficar sem dinheiro (e quando é provável que precise levantar mais grana).

 

2. Você decidiu fazer grandes alterações para a estratégia ou abordagem com base no que você está aprendendo sobre o seu mercado-alvo?

Apenas uma importância um pouco menor do que a posição de caixa é se você como uma startup fez ou está considerando fazer qualquer alteração importante estratégica. Pode ser qualquer coisa ao longo das linhas de pivot rápido a partir da idéia original para um pivot total em uma nova direção. Uma coisa que vale a pena considerar, porém, é se a magnitude da mudança é algo que deve ser comunicada por uma atualização de status mensal ou discutida com seus investidores, pessoalmente ou por telefone.

 

3. Existem problemas importantes relacionados com a equipe ou funcionamento interno da startup que vale a pena discutir?

Este é geralmente bastante simples. Você já fez algum contrato-chave? Tem todos os membros chave da equipe esquerda? Quaisquer outras questões sobre o lado da equipe vale a pena trazer para cima? Novamente, se há questões sensíveis (co-fundador não quer mais trabalhar, as questões de RH, etc), uma atualização de e-mail mensal pode não ser a melhor maneira de fazer isso.

 

4. Como você está rastreamento KPIs?

Até a receita, pré-startups têm alguns indicadores chave de desempenho (KPIs) que eles controlam regularmente. Poderia ser de usuários ativos mensais, os utilizadores registados, as métricas de conversão, etc. Quais são essas métricas para seu negócio e como você está de monitoramento contra elas?

 

Esta lista não é de tudo o que significa que você poderia incluir. Atualizações de produtos importantes, solicitar ajuda e assistência, planos de captação de recursos, e uma série de outras coisas que são todos dignos de inclusão. Mas os quatro pontos acima são o mínimo a incluir.


5 passos para converter prospects em clientes


*Fonte: http://www.raulcandeloro.com.br/php/artigos.php?a=2

13 lições para Startups, por Paul Graham

* Versão traduzida do post de Paul Graham, da Y Combinator, sobre dicas para Startups:

Uma das coisas que eu sempre digo startups é um princípio que aprendi de Paul Buchheit:

É melhor fazer algumas pessoas realmente felizes do que fazer um monte de gente feliz.

Eu estava dizendo para um repórter que se eu pudesse dizer só 10 coisas para startups, esta seria uma deles. Então eu pensei: o que os outros 9 ser? Quando eu fiz a lista, acabou por ser 13 os itens:

1. Escolha bons cofounders

Co-fundadores são para uma startup o que o local é para o setor imobiliário. Você pode mudar qualquer coisa sobre uma casa, exceto onde ela está. Em uma startup você pode mudar a sua idéia com facilidade, mas mudar a seus co-fundadores é difícil. E o sucesso de uma startup é quase sempre uma função de seus fundadores.

2. Lance rápido

A razão para o lançar rápido nem é tanto que seja fundamental para ter o seu produto no mercado, mas que você só vai começar a trabalhar nele realmente após o lançamento. O lançamento ensina o que você deveria saber quando resolveu construir o produto. Até que você saiba no que você está desperdiçando seu tempo. Portanto, o valor principal de tudo o que você fez para o lançamento é um pretexto para engajar usuários.

3. Deixe sua idéia evoluir

Este é a segunda parte de lançar rápido. Lançamento rápido e iteração. É um grande erro tratar uma startup como se fosse apenas uma questão de implementar uma idéia brilhante. Como em um ensaio, a maioria das idéias aparecem na execução.

4. Entenda seus usuários

Pode-se imaginar a riqueza criada por uma startup como um retângulo, onde num lado está o número de usuários e no outro está o quanto você melhora as vidas deles. O que você tem mais controle está na segunda parte. E, de fato, o crescimento do primeiro lado será conduzido por quão bem você faz o segundo. Como na ciência, a parte mais difícil não é responder perguntas, mas pedir-las: a parte mais difícil é ver algo de novo que os usuários não têm. Quanto melhor você compreendê-los melhor as chances de fazer isso acontecer. É por isso que muitas startups de sucesso desenvolvem algo que os fundadores precisavam anteriormente.

5. Melhor fazer alguns usuários te amarem do que muitos não

O ideal é que você faça um grande número de usuários te amar, mas você não pode esperar acertar isso de imediato. Inicialmente você tem que escolher entre satisfazer todas as necessidades de um subconjunto de usuários em potencial, ou que satisfaçam um subconjunto das necessidades de todos os potenciais utilizadores. Fique com o primeiro grupo. É mais fácil expandir esses do que todos os potenciais. E talvez mais importante: é mais difícil mentir para si mesmo. Se você acha que falta 85% do caminho para um grande produto, como você sabe que não falta 70%? Ou 10%? Considere que é muito mais fácil saber quantos usuários você tem.

6. Surpreenda com seu Atendimento ao cliente 

Os clientes estão acostumados a serem maltratados. A maioria das empresas, em que esses clientes negociam, são quase monopólios, e fugir do Atendimento ao cliente fica complicado. Tente fazer o seu Atendimento ao cliente não apenas bom, mas surpreendentemente bom. Encontre outros modos para fazer as pessoas felizes. Elas vão ficar extasiadas, você vai ver. No estágio inicial de uma startup, vale a pena oferecer um serviço ao cliente em um nível não escalável. É uma forma de aprender sobre seus usuários.

7. Você faz o que você mede

Eu aprendi isto com Joe Kraus. Apenas medir alguma coisa, mostra uma tendência estranha em tentar melhorá-la. Se você quiser fazer seus números de usuário subirem, coloque um pedaço grande de papel em sua parede e parcele cada dia o número de usuários. Você ficará encantado quando ela vai para cima e decepcionado quando vai para baixo. Logo você vai começar a perceber o que faz o número subir, e você vai começar a fazer mais do que isso. Atenção: cuidado com o que você mede.

8. Gaste pouco

É importante para uma startup iniciar gastando pouco dinheiro. A maioria das startups morrem antes de fazer algo que as pessoas querem, e a forma mais comum de falhar é ficar sem dinheiro.

9. Chegue rápido ao “Ramen Rentável”

“Ramen Rentável” significa uma starup que faz apenas o necessário para pagar as contas dos fundadores. Não é a prototipagem rápida de modelos de negócios (embora possa ser), mas mais uma maneira de hackear o processo de investimento. Uma vez que você passar para o “Ramen Rentável”, muda completamente o seu relacionamento com investidores. Também é ótimo para a moral.

10. Evite distrações

Nada mata startups como as distrações. O pior tipo são aquelas que cobram: trabalhos diários, consultorias e projetos paralelos lucrativos. A startup pode ter um potencial de mais longo prazo, mas você vai sempre interromper seu foco para atender telefones de pessoas. Paradoxalmente, buscar investimento é também um tipo de distração. Ou seja, tentar minimizar isso também.

11. Não fique desmoralizado

Embora a causa imediata de morte em uma startup seja a de ficar sem dinheiro, a causa subjacente é normalmente a falta de foco. Ou a empresa é dirigida por pessoas estúpidas (que não pode ser corrigido com assessoria) ou as pessoas são inteligentes mas ficaram desmoralizadas. Criar uma startup é um enorme peso moral. Entenda isso e faça um esforço consciente para não ser triturado por ela. É o mesmo cuidado que você tem de ter ao dobrar os joelhos para pegar uma caixa pesada.

12. Não desista

Mesmo se você se desmoralizado, não desista. Você pode ir surpreendentemente longe apenas por não desistir. Isso não é verdade em todos os campos. Há uma grande quantidade de pessoas que não poderiam se tornar bons matemáticos, não importa quanto tempo persistissem. Mas as startups não são assim. Puro esforço geralmente é suficiente, desde que você mantenha transformando sua idéia.

13. Negócios vão aparecer

Uma das habilidades mais úteis que aprendemos com a Viaweb quando não estava recebendo nossas esperanças. Nós provavelmente tínhamos 20 negócios de vários tipos para cair. Após os 10 primeiros, ou algo assim, aprendemos a tratar como trata os processos menos importantes, que devemos ignorá-los até que sejam terminados.

Após essas 13 frases, eu me perguntava o que eu escolheria se eu pudesse manter um.

Entenda seus usuários. Essa é a chave. A tarefa essencial em uma startup é criar riqueza, a dimensão da riqueza que você tem mais controle sobre o quanto você é melhorar a vida dos usuários, e a parte mais difícil do que é saber o que fazer para eles. Depois de saber o que fazer, é mero esforço para fazê-lo, e os hackers mais decentes são capazes disso.

Entender seus usuários é parte da metade dos princípios nesta lista. Essa é a razão para o lançamento inicial, para entender seus usuários. Evoluindo a sua idéia é a incorporação do entendimento seus usuários. Entendendo bem os seus usuários, tenderá a empurrá-lo para tornar algo que faz algumas pessoas profundamente feliz. A razão mais importante para ter o serviço ao cliente surpreendentemente bom é que ele ajuda a compreender os seus usuários. E a compreensão de que seus usuários irão mesmo assegurar a sua moral, porque quando tudo está desmoronando ao seu redor, tendo apenas dez usuários que amam você já é motivo suficiente vai mantê-lo seguindo em frente.


Coisas que eu não sabia antes de criar uma startup

Se você pensa em criar uma startup, essas dicas podem ser válidas. Eu senti na pele que o conhecimento no estágio inicial de uma startup (quando se tem apenas a idéia) é primordial para diminuir riscos e custos, principalmente no fator tempo.

Após um processo de me recolocar no mercado de trabalho, que durou 6 meses ao todo e me custou um bom dinheiro, eu pensei na idéia de currículos em vídeo. Essa idéia evoluiu para entrevistas de emprego online (primeiro pivot) e a JobConvo, minha primeira startup, recebeu um funding na primeira rodada de startups do programa Startup Chile.

Basicamente, eu estava sozinho, e precisei um programador. Eu sou de administração de empresas. O primeiro desafio então foi encontrar um programador para ser meu sócio.

Isso significa que eu teria de fazer a primeira venda: vender minha idéia e minha pessoa.

Entrevistas de emprego online, em vídeo, significa utilizar tecnologias de streaming. Sabendo que o Adobe Flash detém cerca de 95% de mercado, decidimos utiliza-lo.

Porém, uma coisa é o streaming, outra é o aplicativo (website) em flash. E isso eu não sabia há 7 meses atrás. Ou seja, perdemos tempo seguindo numa direção quando todos rumam para outra (HTML).

Sem falar que o Flash Media Server é pago. E descobri somente há 2 semanas que existe um open source chamado Red5.

Como também não sou de marketing, tive de vender a idéia mais uma vez para encontrar um novo sócio para fazer essa parte. E não foi fácil.

Assim, se você pretende ter uma startup, as dicas aqui resumidas são:

1 – Desde o primeiro dia você terá de realizar vendas

2 – Você irá fazer inúmeros pivots

3 – Conheça o mínimo sobre a tecnologia para não perder tempo

4 – Não veja investidores somente como fonte de dinheiro, mas sim como fonte de troca de idéias e feedbacks. Se um investidor lhe disser – Não! Não perca contato com ele.

5 – Use seus concorrentes, eles podem ter algo melhor do que você. E se eles têm, você precisa descobrir uma estratégia para fazer diferente.

6 – Não vai ser fácil e você vai dormir pouco


Startups de sucesso: +5 dicas

Continuando a lista de dicas para diminuir as chances de uma startup dar errado, através de bootstrapping, aqui vão mais cinco:

* Se você não leu o post anterior, você pode ler aqui.

# 5 – Escolher uma idéia com um mercado de 2 lados

Ter que focar sua startup em apenas um mercado já é problema suficiente. Imagine então para as startups que possuem 2 mercados. Não que seja impossível, mas é brutal! Pois o dinheiro necessário, para marketing por exemplo, é vezes 2 ou 3. Exemplos de empresas com mercados de 2 lados: Monster.com, eBay. Além de se preocuparem com usuários (clientes) também possuem a publicidade.

# 6 – Freemium

Startups com planos freemium raramente dão certo quando estão fazendo bootstrapping. Se você não sabe o que é freemium, clique aqui.

# 7 – Ignorar números

Você não pode ganhar dinheiro cobrando R$ 1,00 por mês. Espere … você pode, desde que tenha milhões de clientes. O problema é que para chegar a milhões de clientes requer mais tempo e dinheiro do que você tem agora. Tentando ganhar dinheiro vendendo um aplicativo por RS $ 1/mês é uma loucura, a menos que seu mercado seja gigantesco e você tenha a experiência ou os fundos para alcançar esse mercado (e mesmo assim, o suporte vai acabar com você).

Vejamos alguns números:

De início você tem um monte de clientes sem conhecimento técnico para dar suporte, e por pouco dinheiro. Provavelmente você ainda trabalha em outro lugar e essa atividade vai consumir suas noites e fins de semana. Cool? para conseguir 2 mil clientes a uma taxa de conversão de 1%, você vai precisar de 200.000 visitas únicas (total, não mensal). Caso trabalhe muito forte na promoção do seu aplicativo mais o boca a boca, conseguirá entre 1 e 2 mil visitas únicas por mês. Imagine que consiga 4 a 5 mil. Ainda assim estará longe dos 200 mil. trabalhe para construir algo para gerar uma subscription (assinatura) de U$30 a  U$ 50 por mês. Qual será o valor para entregar a seu cliente?

#8 – Fazer o Marketing só quando o produto está pronto

Validar sua idéia, criar uma lista de beta users e ter o melhor dia de lançamento possível, não é o suficiente. Crie auto confiança e acredite que seu produto não é lá grandes coisas durante os 6 meses que você está construindo-o no seu quarto.

Existem rumores de que a Dropbox tinha 200 mil emails quando eles lançaram o produto. Isso devido ao tráfego gerado em sua landing page onde contava apenas um vídeo de como iria funcionar o produto.

Rob Walling diz que existem startups que desenvolvem para fazer pitchs. Outras desenvolvem para juntar 200 mil emails para o launch day. Se você está no segundo grupo, Rob Walling está disposto a emitir um check pra você ;)

#9 – Esperar que seja fácil

Muitas vezes você vai ouvir que a causa número um de morte entre startups é porque estão ficando sem dinheiro. Se você é um bootstrapper, esse não é o seu caso, pois desde o dia 1 você está sentando no seu quarto e sem dinheiro. A partir do dia 1, o objetivo é ter dinheiro para pagar sua hospedagem.

Então, se você é um bootstrapper, a causa número 1 de morte de startups não é ficar sem grana, mas sem motivação. Não espere gerar U$ 100 mil em poucos meses, pois se isso não acontecer, você vai-se desmotivar.

Não é fácil iniciar uma empresa – uma startup. Mas saiba desde o primeiro dia o por que você decidiu fazer isso.


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